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Campanha de conscientização e prevenção ao Cyberbullying movimenta quase mil alunos na cidade de Palotina-PR.

Publicado por Instituto Vitae em 22 de novembro de 2021 

Brasil é o segundo país com mais incidencias de cyberbullying

 Uma pesquisa global sobre cyberbullying (agressões registradas na internet) mostra que o Brasil é o segundo país em que as ofensas em meios digitais são mais frequentes. A pesquisa mostra ainda que mais da metade dos pais brasileiros afirma que as agressões virtuais vieram de um colega de classe do filho – a maior parte delas por meio das redes sociais.

Entre os dias 22 e 26 novembro de 2021 a Prefeitura Municipal de Palotina-PR, através da Secretaria de Assistência Social, buscou um projeto que conscientizasse a população sobre este problema e capacitasse a rede de proteção com o objetivo de prevenir casos de cyberbullying. 

Capacitação para a Rede de Proteção à Criança e Adolescente (registro Palotina/PR – 2021)

A campanha “Violência Virtual Machuca na Real” é desenvolvida em parceria com o Instituto Vitae e a Prefeitura Municipal de Palotina-PR e conta com diversas ações concomitantes. 

Está sendo realizado:

·         Palestras com TODOS os alunos do ensino fundamental e médio da rede municipal, estadual e privada.

·         Publicações em redes sociais para conscientização sobre como agir, como denunciar e como previnir situações de cyberbullying.

·         Distribuição de cartilha (manual) “Violência Virtual Machuca na Real”  para todos os responsáveis dos alunos que participaram das palestras.

·         Capacitação para professores, assistentes sociais, conselheiros e outros atores da rede de proteção.

 

A capacitação foi realizada pelo Consultor de Políticas Públicas Guilherme G. Silva, que abordou, principalmente, sobre a gravidade do problema e debateu solucões possíveis que podem ser aplicas em Palotina-PP pela iniciativa pública.

“No presencial, um ou dois alunos ou uma turma intimida uma criança. Na modalidade virtual, pessoas que nem conhecem essa criança podem provocar essa intimidação. Ou seja, o cyberbullying abre vaga para intimidadores” Diz o Consultor Guilherme G. Silva.

O que é o Cyberbullying?

O termo “Cyberbullying” corresponde às práticas de agressão moral organizadas por grupos, contra uma determinada pessoa e alimentadas via internet.

Em outras palavras, o “cyberbullying” é um assédio moral que corresponde à manifestação de práticas hostis (via tecnologias da informação). Esse bullying virtual tem o intuito de ridicularizar, assediar e/ou perseguir alguém de forma exacerbada.

Com o aumento do uso de redes sociais, esse tipo de prática discriminatória e vexatória tem aumentado consideravelmente nos últimos anos, sobretudo, entre os jovens.

 

Quais as consequências?

As comunidades virtuais, os e-mails, as redes sociais, os blogs e os celulares são meios de convivência dos jovens, Nessas vias, eles se expõem publicamente, fazem amigos e compartilham ideias.

O “cyberbullying” é a violência virtual que ocorre geralmente com as pessoas tímidas e indefesas, ou simplesmente por não caírem na simpatia dos tiranos.

Pesquisas revelam dados assustadores sobre os ataques por meio da internet, onde um em cada dez jovens já sofreu ataque virtual.

Normalmente, os agressores criam um perfil falso na internet com o objetivo de intimidar e ridicularizar sua vítima, o que é feito através de montagens de fotos pornográficas com o rosto do agredido, por exemplo. A pessoa que comete o cyberbullying é chamado de “cyberbullie“.

Importante destacar que o “cyberbullying” pode trazer consequências drásticas, como a morte ou suicídio de alguém.

Isso ocorre em maior número entre os jovens, os quais apresentam grandes dificuldades de lidar com os problemas. Assim, eles se isolam, entram em depressão e, em alguns casos, necessitam de apoio psicológico.

Entre adolescentes, jovens e estudantes, esses conflitos são comuns e fazem parte da afirmação da identidade. Pesquisas apontam que, entre os adolescentes, esse tipo de prática é mais comum nas meninas.

Infelizmente, o uso da internet para a organização de ataques à honra das pessoas tem sido uma prática muito comum. Essas ações têm causado grandes estragos na vida da pessoa agredida.

Assim, muitas pessoas enfrentam as consequências de páginas intituladas “Eu odeio fulana”, onde a vítima, na maioria os grupos minoritários (mulheres, negros, homossexuais, etc.), vira alvo de todo tipo de xingamento.

 

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